As dúvidas e os sentimentos que envolvem mudar de país

 

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Contando às pessoas há alguns meses que iria morar fora do país (sim, estou morando na Alemanha), presenciei as mais diversas reações:

  • Surpresa com alegria (seguida um abraço bem apertado): “Que máximo! Parabéns! Fico tão feliz por você!”
  • Choque (silêncio, olhar de espanto, demora pra processar a informação, possíveis tremores e/ou lágrimas nos olhos): “Peraí, repete que eu não entendi! É sério mesmo?”
  • Sensação de perda (semelhante à morte de um ente querido ou à viagem só de ida para um outro planeta): “Caramba, não acredito! Vou perder mais um amigo!”
  • Negação total: “Não… Você não pode ir! Vai abandonar a gente aqui?”
  • Saudades antecipadas: “Ahhh, sério? Pôxa, vou morrer de saudades!”
  • Oportunidade: “Oba! Já tenho onde ficar nas próximas férias!”

A verdade é que ir morar no exterior é mesmo um misto de sensações, tanto pra quem fica quanto pra quem vai. É trocar uma vida estável e estruturada apostando em outra que, de imediato, traz muitas possibilidades, mas quase nenhuma certeza. É praticamente começar do zero. E lidar com todas essas mudanças pode dar um nó no cérebro.

Será que vou me adaptar ao clima? Vou fazer amizades? Como será minha rotina? Como vou lidar com as saudades? E seu eu ficar doente? O dinheiro vai ser suficiente? Será que os amigos e a família irão mesmo me visitar? Quando voltarei pro Brasil?

Essas são só algumas das muitas dúvidas que ficam pipocando na cabeça no período que antecede a viagem. São muitas perguntas e poucas respostas. E tudo isso (junto com toda a megaburocracia que envolve a mudança, vistos, documentações e providências diversas) dá aquele frio na barriga!

Mas… peraí: quem disse que frio na barriga não é bom? E por que tendemos a analisar a situação apenas pelas possíveis perdas e perrengues que ela envolve, se existe também uma enorme chance de tantas coisas darem certo?

Enfim, estou bastante animada para este novo desafio, considerando tudo isso como um enorme aprendizado. Além do mais, estou indo para a Alemanha – e não para Marte! Sempre que possível estarei de volta para rever a família e os amigos, terei grande prazer em recebê-los na nova casa e farei de tudo para manter contato – por mensagem, Skype, Facetime, telefone…

Mudanças assim dão uma reviravolta repentina na nossa vida e sacodem aquela poeira que está ali acumulada há um tempão sem que a gente se dê conta.

Pretendo compartilhar aqui minha experiência em viver na Alemanha e todo o processo que envolve a mudança para um outro país. Sei que isso pode ajudar muitas pessoas que estão na mesma situação (e encorajar ou matar a curiosidade de outras), já que eu mesma consultei vários blogs de expatriados para me preparar psicologicamente, tirar dúvidas e planejar a mudança. Alguns deles foram os seguintes:

Então fiquem ligados nos próximos posts e aguardem as novidades! Tem muita coisa por vir por aí, incluindo (obviamente) relatos de viagens!

Sobre Márcia Oliveira 226 Artigos
É uma carioca completamente apaixonada por viagens - assim que chega de uma já está planejando a próxima. Atualmente mora em Munique, na Alemanha. É Jornalista e tem um marido super gente boa que a acompanha em suas aventuras. Adora fotografia. Ama a família e os animais. Aprecia as coisas simples da vida. E adora escrever no blog e conversar sobre viagens!

3 Comentário

  1. Marcinha, acabei de saber que vc está morando fora. Eu sou 2 tipos: já estou com saudades e vou te visitar em breve….quando estive em Munique foi a 1a vez que quis morar fora do país, a 2a foi em Barcelona, quem sabe um dia…beijos e que vc tenha uma ótima adaptação.

      • Todo recomeço nos causa um misto de entusiasmo e, porque não dizer outro tanto de receio, porém a juventude está apta a lidar com esta situação . de maneira que o entusiasmo, o esforço,e a determinação a impele ao triunfo, ao sucesso.
        Esteja certa de que esta segunda hipótese está destinada ao casal pelo fato de ter sido uma graça concedida por Deus!
        Sucesso!

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