Dicas para alugar automóvel e viajar de carro no Deserto do Atacama

Oi pessoal! Aqui é a Camila Gomes novamente! Vocês curtiram a ideia de viajar de carro ao Deserto do Atacama (leia aqui o primeiro post desta série)? A primeira coisa que você vai precisar é alugar um carro! E eu explico a seguir todos os detalhes a respeito deste tema a seguir.

Ir e voltar de carro?

o carro

Nosso primeiro roteiro previa alugar o carro em Santiago e devolvê-lo em Calama, retornando de avião. Essa opção ficou inviável financeiramente, pois devolver o carro em outro destino, além de reduzir drasticamente as opções de locadoras, dobra o valor do aluguel. Optamos então por uma viagem de ida e volta de carro.

Escolhendo o modelo

No meio do deserto

Se você vai apenas se deslocar pelas estradas principais, um carro de bom motor é suficiente. Mas, se assim como nós, você pretende adentrar o deserto e parques é melhor um SUV. Não é necessário 4×4, um carro alto e com bom motor vai atender. Escolhemos um modelo SUV 4×2 automático e foi perfeito. Subiu todas as ladeiras, foi estável na areia e em estradas sem asfaltos, além de ser superconfortável para as 12 horas que passávamos na estrada.

Onde alugar

Há bastante oferta de locadoras em Santiago, além de muitos sites de “rent a car”. Nós alugamos na http://www.chileanrentacar.cl

Fizemos a reserva pelo site e retiramos o carro no dia e hora agendados. O carro estava em ótimo estado, um pouco sujo no interior, mas o atendimento redime qualquer poeira no tapete. Além de muito educados, nos deram todas as informações sobre o carro e como transitar no Chile.

Por uma pequena taxa, menos de R$25 ($3.500 pesos chilenos), optamos por entregar no aeroporto. A locadora não possui filial no aeroporto e um agente da empresa estava nos esperando no lugar indicado. Chegamos no estacionamento do aeroporto (lugar previamente indicado) com 40 minutos de antecedência e o funcionário já estava lá. Assim como a retirada, a devolução foi rápida e sem problemas.

Postos de Gasolina
Posto petrobras

No Chile há 3 tipos de gasolina (93, 95 e 97), ou bencina como é chamado por lá, que são classificadas de acordo com a octanagem. Por orientação da concessionária abastecemos com benzina 93 e o carro teve desempenho de 9,8km/l.
Os preços variam muito de acordo com a região, na média a bencina 93 custava algo em torno de R$4,20 ($700 pesos chilenos).

Abastecemos em 3 postos: Copec, Shell e Petrobrás (sim, gasolina tupiniquim!). O posto Copec é o mais frequente durante o percurso e com melhor atendimento. Mas não se prenda a marca, simplesmente abasteça quando encontrar um posto, abaixo explico o porquê.

Banheiros e restaurantes
Raro restaurante na Ruta 5

Prepare-se para ficar muitos quilômetros sem qualquer posto de gasolina, restaurante ou banheiros. Chegamos a passar mais de 3 horas sem lugar de parada. Além dos postos de gasolina, há um número bastante reduzido de restaurantes e postos de serviços da rodovia. Por segurança, leve papel higiênico, álcool em gel e lenços umedecidos. Imprevistos acontecem…

Sugiro também levar água e lanchinhos. Além de caros, os lanches dos postos são bem ruins! Compramos em Santiago galões de água de 6 litros, biscoitos e frutas. Além de mais econômico e gostoso, nos poupou tempo de viagem.

Pedágios

Sim, há bastante. Principalmente nos 800 km mais próximos de Santiago, prepare-se para gastar algo em torno de R$300 ($46.000 pesos chilenos), ida e volta.

Estradas Chilenas
retas

O percurso é quase todo feito pela Ruta 5. Se você está acostumado a dirigir pelas serras brasileiras, prepare-se para uma experiência totalmente diferente de direção. A Ruta 5 é pouquíssimo sinuosa, bem sinalizada e otimamente pavimentada. Quanto mais distante você estiver de Santiago, menos movimentada a via será. Em geral o limite da via é 120 km/h. Não há radares, mas eventualmente esbarrávamos em destacamento policial com radar móvel.

Motorista Chileno

Próximo a Santiago os motoristas são mais estressados, mas mesmo assim, muito mais educados que os brasileiros. Longe de Santiago é raríssimo ver um motorista ultrapassar o limite de velocidade ou cortar fora da faixa pontilhada. Os caminhoneiros facilitam sempre.

Precisa de GPS?

Se você comprar um chip de celular local, serei categórica: NÃO PRECISA DE GPS!!! Tem internet 3G de boa qualidade no meio do deserto, o waze e google maps são bastante precisos. Por segurança levamos as rotas impressas, mas como já falei, as estradas são bem sinalizadas.

Um motorista é suficiente?

os motoristas
Os motoristas

Não recomendo apenas 1 pessoa dirigindo, além de ser cansativo, as oscilações de altitude e umidade podem realmente adoecer uma pessoa (falarei mais sobre isso no post “o que levar?”).

o navegador
O navegador

Nosso grupo era composto por 2 motoristas e 1 navegador (o navegador não sabe dirigir e adora mapas) e funcionou muito bem!

Documentos necessários

Apenas a CNH dentro do prazo de validade e o passaporte (ou documento de identidade) são necessários. Mas ouvi relatos de viajantes que, parados pela polícia tiveram que apresentar o PID (permissão internacional para dirigir). Tirar o PID é fácil e rápido, além de custar um DUDA (menos de R$120). Eu levei meu PID, não precisei, mas viajei mais tranquila!

Curiosidades

  • É muito comum ver relicários religiosos em homenagem aos mortos nas estradas, são elaborados e alguns fluorescentes!!!
  • Há algumas minicapelas católicas pelo caminho e motoristas parados em oração.
  • Prepare-se para retas de mais de 20 km.

Leia aqui o primeiro post da série De carro no Deserto do Atacama!

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