Um relato de três safáris na África do Sul e na Swazilandia

Hoje vocês ficam com um post escrito por Andrea Ribeiro, minha cunhada, que teve o privilégio de passar as férias com o meu irmão na África do Sul e apreciar as maravilhas da diversidade da fauna local. Para quem gosta de natureza , deve realmente ser emocionante ficar tão perto de animais selvagens em passeios como os que eles fizeram. Espero que se divirtam com os detalhes (incluindo os sustos) das aventuras deles em terras africanas!

Meu marido e eu tivemos a oportunidade única de conhecer a África do Sul e a Swazilandia em nossas últimas férias. Além de paisagens maravilhosas e uma diversidade cultural, um dos pontos altos da viagem foi a realização de três safáris, dois diurnos e um noturno.

O grande lance dos safáris é encontrar os Big Five (leão, leopardo, rinoceronte, búfalo e elefante). Nesse sentido, fomos muito sortudos, pois dos cinco, conseguimos ver quatro, faltando só o leopardo.

O primeiro safári diurno foi na reserva do Zulu Nyala Game Lodge. Não há leões nessa reserva, mas de cara fomos brindados com a mamãe rinoceronte amamentando seu bebê. Emocionante! O bebê precisa se deitar para mamar, pois senão machuca a mãe com seu “pequeno” chifre.

Nesse safári, também pudemos ver girafas, e uma família de javalis.

Zebras, nyalas, impalas e waterbucks fazem parte do cenário! São tantos que nós meio que nos acostumamos com sua presença, depois de um tempo. Os impalas são conhecidos como o Mc Donald’s da floresta, pois além de serem numerosos servem de alimento para diferentes predadores tais como o leão, o leopardo… e têm um M desenhado em sua parte traseira.


Nosso segundo safári aconteceu no Kruger Park, a maior reserva ambiental da África do Sul. Podemos nos considerar muito sortudos, logo no início, avistamos um casal de leões na beira da estrada. São animais majestosos e logo compreendemos porque o leão é considerado o rei da floresta. Mais a frente, um rinoceronte enorme cruzou o caminho do nosso jipe! Tínhamos visto a mãe e o filhote de longe, mas naquele momento foi possível ter a dimensão do tamanho desse animal!


Nesse dia, estávamos com sorte! Vimos elefantes, babuínos e búfalos, além de muitas zebras, impalas e waterbucks! Parecia o dia das mães porque vimos uma elefanta com seus dois filhotinhos! Lindo! Os búfalos, por sua vez, parecem mansos e alheios a tudo. Mas é só impressão! Quando se sentem ameaçados, são letais e atacam em grupo. Por isso, o silêncio tinha que ser total!  O que não foi nenhum problema, já que nos faltavam palavras pra descrever a situação e a emoção!

Um grupo de babuínos passou por nós. Mais uma vez tivemos que esperar todo o grupo passar. Vimos o chefão, filhotes e fêmeas carregando seus filhotes pendurados na barriga ou em suas costas. Os babuínos do Kruger Park não pedem comida, pois não estão acostumados a isso. Assim não se aproximam do jipe, mantendo uma distância segura e nos observando atentamente.


Nosso último safári (noturno) foi na Swazilandia. Era nossa última esperança de ver um leopardo e fechar os Big Five. Infelizmente isso não aconteceu, mas valeu cada minuto! Essa foi a nossa oportunidade de descer do jipe, o que não era permitido nos safáris anteriores. Primeiro, paramos perto de um rio, onde se encontrava um grupo de hipopótamos. O ranger, que vai armado com um rifle, nos explicou que teríamos que fazer uma fila indiana atrás dele para nos aproximarmos da beira do rio. Alertou que se ele mandasse voltar, nós teríamos que fazê-lo sem questionar, em silêncio e sem correr para o jipe. Quando nos aproximamos, um hipopótamo emitiu um ruído assustador. O ranger nos explicou que era um aviso do animal para informar que estava ciente de nossa presença. Ficamos parados à beira do rio, extasiados com a visão. De repente, um hipopótamo surge a nossa frente, emergindo do rio. Ele havia andado no fundo (hipopótamos não sabem nadar) e surgido do nada! O ranger gritou: “Go! Go! Go!” Confesso que demorei um pouco para processar a mensagem, mas saí andando depressa, tentando não correr, conforme instruções. Mas ainda consegui bater um foto!

Nesse safári, tive a oportunidade de exercer todo o meu autocontrole.

No meio do breu, percebi uma mancha diferente em meu casaco. Na dúvida, peguei a máquina fotográfica e bati um foto. O flash me mostrou um besouro enorme, do tipo escaravelho, com chifrinho e tudo!

Calmamente, comuniquei ao grupo: “Pessoal,  tem um bicho enorme no meu casaco!” A mulherada começou a se inquietar, mas não podiam gritar. Meu marido, então, iluminou com a lanterna o casaco e retirou o besouro, devolvendo-o ao mato! Fiquei orgulhosa do meu autocontrole! Sem escândalos!

Os safáris na África foram experiências ímpares. Ver os animais em seus habitats naturais é inesquecível. Acho que os zoológicos perderam a graça, pelo menos por enquanto.

Sobre Márcia Oliveira 226 Artigos
É uma carioca completamente apaixonada por viagens - assim que chega de uma já está planejando a próxima. Atualmente mora em Munique, na Alemanha. É Jornalista e tem um marido super gente boa que a acompanha em suas aventuras. Adora fotografia. Ama a família e os animais. Aprecia as coisas simples da vida. E adora escrever no blog e conversar sobre viagens!

Seja o primeiro a comentar

Dê vida a este blog! Deixe sua opinião aqui!