Viajando (por acaso) na classe executiva da Iberia

Hoje estava me lembrando da surpresa que tive ao passar nossas bagagens de mão pelo raio-x do aeroporto Tom Jobim (Galeão) em uma de nossas viagens de férias, em 2009. Nós estávamos distraídos entrando na sala de embarque quando, de repente, ouvimos o sistema de som anunciando nossos nomes completos, solicitando que comparecêssemos a uma área determinada.
Obviamente, achamos tudo aquilo muito estranho e, por alguns instantes, tive o pressentimento de que algo ruim havia acontecido, sem saber exatamente o que poderia ser. Ao chegar ao tal local indicado, nós nos identificamos. Foi então que uma janelinha se abriu, uma mão saiu lá de dentro, e, sem explicar muito, ouvimos uma voz que pedia nossas passagens e nos dava outra em troca, dizendo que tínhamos ganhado um upgrade de classe.
Na hora, não entendemos muita coisa, porque a janelinha logo se fechou e a portadora da boa notícia também. Mas, é claro, ficamos radiantes com a novidade. Até hoje, não sabemos o que motivou essa alteração de última hora – se foi overbooking, por exemplo – o fato é que realmente voamos na classe executiva, com um conforto a bordo que até então não havia experimentado, apesar de já ter viajado de primeira classe quando criança, também por uma dessas sortes que temos de vez em quando.
A companhia em questão era a Iberia. Já voei várias vezes por ela por ela e acho que não sou a única a dizer que ela é uma das companhias mais fracas no quesito serviço de bordo – apesar de ter preços normalmente mais em conta que as demais companhias europeias que voam para o Brasil.
Ao chegar ao aeroporto, estava preparada para uma longa jornada de quase 24 horas de viagem, incluindo 3 voos e 1 viagem de trem: Rio-Madrid/Madrid-Londres/Londres-Manchester/Manchester-Liverpool. E, é claro que fiquei muuuuuuuuito feliz ao saber que o trecho mais longo da viagem (Rio-Madrid) seria feito na classe executiva – e, o que é melhor, sem desembolsar nenhum centavo nem milhas a mais. 
Se a classe econômica da Iberia não é lá essas coisas, posso afirmar que a classe executiva é show de bola – nota 10 mesmo! O atendimento é de primeira, o assento é hiperconfortável e vira uma minicama (com direito a massageador nas costas)  e o espaço para esticar as pernas é bem grande. Sem falar nas refeições, que são mil vezes melhores que aquela comida sem gosto da classe econômica, que os comissários praticamente arremessam na sua mesinha, que mal consegue ser aberta por causa do espaço mínimo entre as poltronas. Vejam as fotos abaixo.

Massageador para as costas e pernas – uma deliciosa mordomia

Jantar – Entrada

Jantar – Prato principal

Jantar – Sobremesa

Café da manhã

Espaço confortável entre assentos
Nem é preciso dizer que a noite foi ótima. Conseguimos dormir confortavelmente, e, no dia seguinte, chegamos inteiros à Madri, de onde continuaria nossa jornada até Liverpool – sendo que, a partir daí, na classe econômica. Um choque de realidade!
Enfim, essa foi uma experiência de muito positiva. Se tivesse grana, não sei se pagaria 4 vezes mais para viajar sempre pela executiva… Mas, para quem tem $ ou milhas e está disposto a gastar a mais sem peso na consciência e rombo na conta bancária, eu recomendo sim optar por mais conforto, principalmente em viagens mais longas, porque esse upgrade fez toda a diferença.
Agora, em todas as vezes em que viajo, fico prestando atenção aos alto-falantes do aeroporto, na esperança que aquela voz me chame novamente para dizer o mesmo que naquela viagem para Madri em 2009 . Quem sabe eu não dou sorte de novo em agosto, na minha próxima viagem? Não seria nada mal… 🙂
Sobre Márcia Oliveira 226 Artigos
É uma carioca completamente apaixonada por viagens - assim que chega de uma já está planejando a próxima. Atualmente mora em Munique, na Alemanha. É Jornalista e tem um marido super gente boa que a acompanha em suas aventuras. Adora fotografia. Ama a família e os animais. Aprecia as coisas simples da vida. E adora escrever no blog e conversar sobre viagens!

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